sábado, 26 de novembro de 2016

Quem tem medo de Campos de Carvalho? (capa)

Quem tem medo de Campos de Carvalho?, Rio de Janeiro, Editora 7Letras, 2004, 289p. (ISBN: 8575771353)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

"Três gênios da literatura de invenção", depoimento de Juva Batella a Edney Silvestre


Depoimento a Edney Silvestre, para o programa "GloboNews Literatura" - "Três gênios da literatura de invenção", que tratou dos escritores Campos de Carvalho, Murilo Rubião e Simões Lopes Neto. Este vídeo foi editado, tendo seu conteúdo reduzido e contendo apenas o trecho referente a Campos de Carvalho. Exibido em 25/11/2016. 

BATELLA, Juva. Quem tem medo de Campos de Carvalho? Rio de Janeiro: ed. 7Letras, 2004, 289p. (ISBN: 8575771353)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O realismo inclusivo de Campos de Carvalho"

Dia 10 de novembro de 2016, PUC-Rio, LAC – Laboratório de Artes Cênicas, 14:30 ("Encontros imprevistos")
. Performance artística - Leitura de trechos selecionados das obras de Rawet, Campos de Carvalho e Guimarães Rosa por alunos de Letras e de Artes Cênicas da PUC-Rio

. Debates - Mediadora: Rosana Kohl Bines (PUC Rio); Participantes: Helena Martins (PUC Rio), "Palavras catrumanas e severinas"; Mauro Gaspar Filho, "1956: um round Walter Campos de Carvalho x Samuel Rawet"; Juva Batella, "O realismo inclusivo de Campos de Carvalho"; Stefania Rota Chiarelli (UFF), "Caminhos para Rawet: conversa entre pares"

O realismo inclusivo de Campos de Carvalho (resumo)
Juva Batella

Campos de Carvalho costuma ser lido como um autor afastado do realismo literário e próximo do fantástico (é chamado de surrealista, intimista, psicológico e nonsense). Nesta ordem entram, mesmo que de forma apressada, seus romances A lua vem da Ásia, Vaca de nariz sutil, A chuva imóvel e O púcaro búlgaro — este último uma verdadeira celebração do nonsense-comédia, que se lê de olhos arregalados ou às gargalhadas.

Como então pensar que em 1956, data em que publicou A lua vem da Ásia, vieram também à baila Grande Sertão: veredas e Corpo de Baile, de Guimarães Rosa; Contos do imigrante, de Samuel Rawet; Encontro marcado, de Fernando Sabino; e Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto? Nossa proposta é tentar uma outra aproximação com o romance A lua vem da Ásia, lendo-o como um texto fantástico, sim, mas que vai além, incorporando realidades díspares. Sua linguagem, para isso, é inclusiva, deglutidora, capaz de conviver com diversas formas de realismo. O fantástico, em Campos de Carvalho, ultrapassa a realidade imediata do real; é mais realista, mais alargado e potente, conforme sugere Cortázar em suas reflexões sobre seus contos — para ele fantásticos, sim, e justamente por isso muito realistas.