quinta-feira, 16 de outubro de 1997

“João Ubaldo cria ilha em cobertura no Rio”

1997-10-15
NÉSPOLI, Beth, “João Ubaldo cria ilha em cobertura no Rio — o escritor está finalizando seu novo romance, O feitiço da ilha do Pavão, que deve ser lançado no fim do ano, enquanto o cineasta André de Oliveira cuida da versão de Viva o povo brasileiro para o cinema”, Personalidade, Caderno 2, O Estado de S. Paulo, São Paulo, 15 out. 1997, p. D-5.

JUR: “Essa história de raça me deixa irritado. Raça não tem a menor importância. Ultimamente, temos importado modelos sociológicos dos americanos, que são obcecados por raça. Importamos mal esses modelos de análise. (...) Não se pode aplicar os padrões americanos de raciocínio e análise à realidade brasileira. Considero isso uma burrice, sinal de colonização cultural, até mesmo de certas lideranças negras. Com isso, acho que a palavra mulato está cada vez mais carecendo de sentido. Agora o correto é negro. Isabel Fillardis e Camila Pitanga não são negras no sentido brasileiro e sim no americano, mas nós perdemos esse discernimento. Somos o país miscigenado mais bem sucedido do mundo e estamos fazendo tudo para perder isso”.

quinta-feira, 2 de outubro de 1997

“Crônica (picaresca) da vida brasileira"

1997-10
MARTINS, Wilson, “Crônica (picaresca) da vida brasileira — o novo livro do escritor baiano é mais um painel da epopéia primitiva e tumultuosa da nacionalidade em formação”, Crítica, Revista Bravo, out. 1997.

WM: “O seu populismo não é popularesco e simplista como na chamada literatura de massa (...). É o populismo ‘que se propõe a pintar os meios populares com realismo, mas também com a simpatia de princípio que pode resultar numa certa idealização da respectiva existência’ (Bruno Hongre e outros, Grand dictionnaire de culture générale [1996], v. ‘populiome’)”.