domingo, 18 de março de 1990

“João Ubaldo Ribeiro — o romancista baiano passa os olhos sobre a cultura brasileira antes de ir morar na Alemanha”

1990-03-17
GUIMARÃES, Airton, “João Ubaldo Ribeiro — o romancista baiano passa os olhos sobre a cultura brasileira antes de ir morar na Alemanha”, Estado de Minas, 17 mar. 1990.

JUR: “Não sou especialista em cultura, aliás não sou especialista em nada. Não me qualifico para falar em cultura brasileira porque não sou antropólogo, andei apenas de raspão por sociologia (...). ... não penso sistematicamente a respeito de problemas como o homem brasileiro, a cultura brasileira (...). O que acontece, certamente, é que meus livros dão a impressão às pessoas de que eu penso sistematicamente nesse assuntos (...)”.

JUR: “A América Latina, (...) é uma ficção. Quanto à cor da pele, por exemplo, acho que não existe o negro, pois isto é uma categoria inventada pelo colonialismo. Vamos supor que existisse algum colonizador negro na Europa. Ele iria distinguir entre um belga e um italiano? Seria tudo branco. No entanto, a gente diz cultura negra, ninguém fala em cultura branca. De vez em quando, um livro meu sofre uma crítica que vem assim: não é isto que poderíamos esperar de um escritor da terra de García Marquez, de Vargas Llosa, como se eu fosse obrigado a reproduzir padrões que eles inventaram para a nossa literatura”.

sábado, 17 de março de 1990

"Eu não tenho cara e nem jeito de escritor"

1990-03-16
BORGES, Afonso, “Eu não tenho cara e nem jeito de escritor — João Ubaldo fala de sua literatura”, Hoje em dia, 16 mar. 1990.

JUR: “Eles [alguns brasilianistas chatos] ficam indignados quando eu falo que o primeiro índio que eu vi na minha vida foi um Apache, no Arizona. E depois vi o Juruna na casa do Darcy Ribeiro”.

quinta-feira, 15 de março de 1990

"João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”

1990-03-14
NÃO ASSINADO, “João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”, O Estado de Minas, 14 mar. 1990. “Falar sobre cultura brasileira não é o seu forte."

JUR: "Não sou antropólogo, nem sociólogo, não me considero qualificado, sou apenas um romancista”.