segunda-feira, 24 de dezembro de 1984

“João Ubaldo, outro baiano na lista de ‘best-sellers’”

1984-12-24
CAMBARÁ, Isa, “João Ubaldo, outro baiano na lista de ‘best-sellers’”, Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 dez. 1984 (republicado na Folha da Tarde em 25 dez. 1984, sob o título “Receita à brasileira de um romance popular”, e também, em outro veículo, sem referência, sob o título “Viva João Ubaldo Ribeiro — Escritor baiano é sucesso com novo livro”).

IC: “... a primeira edição de dez mil exemplares esgotou-se em dias e a segunda sai na próxima semana com vinte mil exemplares. Não é muito perto de seu conterrâneo e concorrente mais famoso, mas, se não é um Jorge Amado, Ubaldo, ao menos, já se pode considerar um ‘best-seller’. Já se definiu o livro como ‘épico’, ‘epopeia’. Mas João Ubaldo, a contragosto, se permite, no máximo, usar a expressão ‘romance histórico’, apesar de considerá-la ‘cretina’. Ele admite que usa a verossimilhança histórica, ‘mas de uma forma irônica, exatamente para mostrar que a História do Brasil não teve a mínima importância para a gente do povo, porque nunca a beneficiou’”.

quarta-feira, 19 de dezembro de 1984

“Com os olhos do povo"

1984-12-19
CASTELLO, José, “Com os olhos do povo — O escritor João Ubaldo e seu novo romance”, IstoÉ, São Paulo, 19 dez. 1984.

Jorge Amado: “Ele é desses escritores que cansaram de tratar o povo de cima para baixo e passaram a deixar que ele agisse livremente em seus livros”.

JC: “Em Salvador, na segunda metade dos anos 70, os dois [João Ubaldo Ribeiro e Glauber Rocha] costumavam ir juntos à casa de Jorge Amado para noites intermináveis de conversa fiada. (...) Ubaldo terminou Viva o povo brasileiro uma semana antes de Amado colocar o ponto final no recém lançado Tocaia Grande. Absorvidos cada um por seu trabalho, telefonavam-se com frequência no fim da noite para trocar ansiedade e impasses”.

JC: “Márcio [Souza] pensa que literariamente o que os une é terem Jorge Amado como pai. ‘Encaramos a literatura como profissão, escrevemos para os leitores e tentamos ouvir a fala popular', explica. ‘Somos os herdeiros de Jorge Amado.' Mas Ubaldo, graças a seu irresistível humor, consegue dar um passo à frente. ‘Ele é o único escritor que conheço que penetra na cabeça popular sem apresentar o povo com um bando de criaturas angelicais’, justifica Márcio [acerca de Ubaldo]”.

FERRAZ, Geraldo Galvão, “Uma festa para os sentidos: um livro feito de sabores, aromas, cores”, IstoÉ, São Paulo, 19 dez. 1984 [matéria interna].

GGF: “E não deixa Viva o povo brasileiro de ter o seu lado de condenação das injustiças e denúncia dos opressores dos pequenos heróis que construíram a consciência nacional (da mesma forma que Jorge Amado, em seu recente Tocaia Grande, exalta os artífices dessa história que não é a oficial)”.

segunda-feira, 17 de dezembro de 1984

“História de alienados e oprimidos”

1984-12-16
GARCIA, Luiz, “História de alienados e oprimidos”, Livros, O Globo, Rio de Janeiro, 16 dez. 1984.

LG: “Acontece que João Ubaldo de Oliveira [sic] não é apenas um baiano, dizem que de Sergipe como a maioria, que escreve bem e engraçado: não se trata de um sub-Jorge Amado (Jorge Amado, como se sabe, é um super-Jorge Amado, ou seja, melhor e mais relevante, pelo conjunto da obra, do que possa dar impressão qualquer tentativa apressada de rotulá-lo)".

sexta-feira, 14 de dezembro de 1984

“No caminho das almas do recôncavo baiano"

1984-12-14
MEDINA, Cremilda, “No caminho das almas do recôncavo baiano — jornalista, escritor, Ubaldo Ribeiro está atavicamente ligado a uma literatura de tempos e espaços amplos; persegue as raízes da terra — a Bahia ou o Nordeste das suas origens familiares —, e, ainda que conheça bem os contornos deste mapa, fareja sempre linguagens, hábitos e valores do Brasil mulato”, Magazine, Diário de Notícias, 14 dez. 1984 (republicado, em outro veículo, sem referência, sob o título “Na trilha das almas do Recôncavo Baiano”).

CM: “Sofreu, muitas vezes, com o desprezo de algumas áreas acadêmicas e de crítica, por Jorge Amado, para ele grande escritor brasileiro. Aliás, já atribuiu a esse tipo de crítica metida a requintada a malversação dos recursos nacionais através da subversão de valores, verdadeiro crime contra a brasilidade”.

“No caminho das almas do recôncavo baiano"

1984-12-14
MEDINA, Cremilda, “No caminho das almas do recôncavo baiano — jornalista, escritor, Ubaldo Ribeiro está atavicamente ligado a uma literatura de tempos e espaços amplos; persegue as raízes da terra — a Bahia ou o Nordeste das suas origens familiares —, e, ainda que conheça bem os contornos deste mapa, fareja sempre linguagens, hábitos e valores do Brasil mulato”, Magazine, Diário de Notícias, 14 dez. 1984 (republicado, em outro veículo, sem referência, sob o título “Na trilha das almas do Recôncavo Baiano”).

CM: “Consciente sempre foi de que ‘vivemos num país desconhecido’, de que se mascara a cultura brasileira com uma estética colonizada”.

“No caminho das almas do recôncavo baiano"

1984-12-14
MEDINA, Cremilda, “No caminho das almas do recôncavo baiano — jornalista, escritor, Ubaldo Ribeiro está atavicamente ligado a uma literatura de tempos e espaços amplos; persegue as raízes da terra — a Bahia ou o Nordeste das suas origens familiares —, e, ainda que conheça bem os contornos deste mapa, fareja sempre linguagens, hábitos e valores do Brasil mulato”, Magazine, Diário de Notícias, 14 dez. 1984 (republicado, em outro veículo, sem referência, sob o título “Na trilha das almas do Recôncavo Baiano”).

CM: “Sofreu juntamente com seu amigo primordial, Glauber Rocha, a necessidade da construção de uma 'estética do Novo Mundo'”.