domingo, 11 de setembro de 1983

“João Ubaldo às voltas com mil páginas”

1983-09-11
Não assinado, “João Ubaldo às voltas com mil páginas”, O Estado de S. Paulo, São Paulo, 11 set. 1983.

Jornalista: “Viva o povo brasileiro é dedicado ao amigo e companheiro de muitos anos, Glauber Rocha”.

Jornalista: "Glauber Rocha (...) e João Ubaldo se conheceram na adolescência, no Colégio da Bahia, mais conhecido como Colégio Central, em Salvador, dando início a uma forte e inseparável amizade. Juntos, lideraram a efervescência cultural de Salvador a partir do Central, onde fundaram a revista ‘Mapa’ e desenvolveram intensa política estudantil. Estiveram juntos também na primeira equipe de reportagem do Jornal da Bahia, segundo mais importante jornal da capital baiana, e integraram um grupo de intelectuais baianos que costumavam perambular pelas livrarias”.

JUR: “Foram as mentiras de Glauber Rocha que me obrigaram a estudar a fundo a literatura norte-americana. Ele andava dizendo a todo mundo que eu era o maior especialista no assunto e eu era obrigado a estudar mesmo para tentar fazer frente ao que ele dizia”.

sábado, 3 de setembro de 1983

“João Ubaldo Ribeiro: Viva o povo brasileiro”

1983-09-03
PRATA, Vander; ESCARIZ, Fernando; RISÉRIO, Antônio, “João Ubaldo Ribeiro: Viva o povo brasileiro”, Jornal da Bahia, Salvador, 3 set. 1983.

JUR: “... havia ‘turistas’ cujo conhecimento da obra de Glauber era inferior ao conhecimento de cosmologia de Pepeu Gomes, chegavam em Sinatra (sic, Sintra), para pegar a empregada de Glauber e dizer que ‘cadê aquele fdp’. Não adianta você ficar dizendo agora fulano fez a abertura, Geisel não sei o quê. Glauber nunca foi realmente sacado por ninguém e foi vítima de uma pressão horrorosa”.

JUR: “Como disse meu amigo Zé: ‘... eles não têm personalidade para sentir o Deus e o sol na terra do Diabo’”.